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Marssel700
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Há um mês aconteceu mais uma edição do Inside Track organizado iniciativa dos SAP Mentors. Tive a oportunidade de participar desse evento aqui em São Paulo #SITSP como instrutor numa das sessões do evento. Venho aqui através deste Blog expor um pouco do conteúdo apresentado nesta que foi a única sessão funcional de todo o evento. Selecionei alguns GAP’s dentre as soluções que foram implementadas no meu último projeto de Roll Out pela Atos na América Latina:



GAP 001 - Setor Financeiro e Tesouraria


GAP 002 – Meio de pagamento Boleto


GAP 003 – Imposto de Renda Retido na Fonte Ampliado


GAP 004 – Imposto Retido na Fonte Ampliado – INSS 3,5%


 

Escolhi um conteúdo focado na Localização brasileira, que é bastante complexa em relação a muitos outros países, principalmente em relação a impostos. Algumas vezes aparecem threads por aqui sobre algum problema com localização brasileira, e a solução realmente é muito difícil de ser encontrada para alguém de fora do Brasil. É quase impossível encontrar um estrangeiro capaz de realizar a instalação do SAP brasileiro. É comum também eu receber e-mails de várias partes do mundo com duvidas sobre customizações e processos. Apesar de ter respondido a muitas questões diretas, eu prefiro que abram threads e me informem o link. Dessa forma toda comunidade será beneficiada, e não somente uma pessoa apenas.

 

 

Vejamos os itens:

 

 

GAP 001 - Setor Financeiro e Tesouraria

 

 

O setor financeiro é sempre um GAP de localização, já que cada país pode adotar sue próprio sistema bancário. No Brasil utiliza-se apenas programas de impressão clássicos com customização específica na FBZP, OT83 e OB47 para 3 tipos de layouts de bancos.

 

Layout do Banco Itaú


Layout do Banco Bradesco


Layout da Federação dos outros bancos brasileiros (FEBRABAN)




 

Na OB47 são definidos os meios de pagamentos para remessa bancária de acordo com cada layout. Dessa forma os bancos poderão realizar as operações bancárias.

 



 

GAP 002 – Meio de pagamento Boleto

 

 

Localmente existe uma forma de pagamento específica chamada Boleto. Não é uma fatura nem uma nota fiscal, mas um documento impresso que contém código de barras para pagamento. Esse código de barras é ativado pelo status de banco de referência bancárias (OB41) para empresas com código de país BR.

 



 

Atualmente se possui 3 tipos de boletos:

 

Pagamento a fornecedores (Layout Segmento J)

Pagamento de Concessionárias (Layout Segmento O) (Payment for public Concession Companies)


Pagamento de Tributos (Layout Segmento O ou N)


 

O programa standard RFFOBR_U atende apenas ao primeiro Boleto. Os demais devem ser desenvolvidos (ZRFFOBR_U) de acordo com o Layout de seus respectivos bancos.

Aí vem a grande dica. Muitos não sabem o que fazer com a diferença de dígitos entre os tipos de boleto, porém a solução é bastante simples. Basta utilizar o padrão reduzido de 48 para 44 posições.

 

 

GAP 003 – Imposto de Renda Retido na Fonte Ampliado

 

 

Para implantar impostos brasileiros, é um pré-requisito a aplicação da nota 1706309. Esta nota descreve todos os passos técnicos e de customizing  para a implantação dos principais impostos.


O nosso Issue em questão é referente ao tipo de imposto RA para cobrança. Imposto de renda definido para ser retido no momento do pagamento, foi solicitado pelo lado do negócio para ser retido no momento da fatura.



A solução encontrada tinha que ser desenvolvida. A formula 903 que torna negativa a condition IIRQ foi removida foi criada a 901. Através de uma exit com regra de substituição alcançado o resultado.


Abaixo segue a tela de validação da fatura


 




 

GAP 004 – Imposto Retido na Fonte Ampliado – INSS 3,5%

 

 

De abril de 2013 a dezembro de 2014, a retenção das contribuições previdenciárias sobre a nota fiscal ou fatura de prestação de serviços deverá passar de 11% para 3,5%. Isto deverá valer para os prestadores de serviços (de empreitadas parciais, no caso da construção) obrigados a recolher a contribuição previdenciária patronal sobre 2% da receita bruta da empresa, nos termos da Medida Provisória 601/2012, que incluiu a construção civil e suas empresas terceirizadas.


Com base nisso foi criado um problema nas empresas de prestação de serviços, como no caso de consultorias SAP, por exemplo. 3,5% ou 11% ? Lembrando que o faturamento não possui seleção de impostos retidos na entrada da fatura, ao contrario do Compras. Um prestador de serviço poderia estar faturando internamente ou externamente ao cliente contratante, isso provocaria uma constante modificação dos impostos retidos na fonte para INSS dentro do dado mestre de cliente. Sabe-se que esse procedimento provocaria inconsistências no momento da compensação dos títulos pelo Contas a Receber. O programa RFWT0010 poderia fazer esse ajuste, porém quando se trata de um Roll Out temos muitas questões de segurança e autorizações e esse caminho foi descartado.


 

Foi feito um desenvolvimento de acordo com o código do material/serviço para lançar o imposto corretamente.



Marssel Vilaça (@Marssel700) | Twitter



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